Manhã de Sol a brilhar
Sobre o Mar da Palha
A neblina a roçar
O espelho das águas.
Pego-te na mão
Corremos pela Baixa
Pombo a esvoaçar
À nossa passagem.
Subimos ao Castelo
Por ruelas estreitas
Roupa nas janelas
Como bandeiras.
Vamos pelo Rossio
Conhecer o Chiado
A Bertrand e a Bénard
O Pessoa sentado.
Apetece namorar contigo em Lisboa
Apetece namorar contigo Lisboa.
Almoçar numa tasca
Entre livros e trapos
Pataniscas e vinho
No Bairro Alto.
Os teatros e os bares
Os poetas escondidos
Pintores de retratos
Estudantes e mendigos.
Apetece namorar contigo em Lisboa
Apetece namorar contigo Lisboa.
Agostinho à solta
Velho marginal
Sentado à sombra
No Príncipe Real.
De eléctrico passamos
O jardim da Estrela
Descendo São Bento
Até Alcântara.
Apetece namorar contigo em Lisboa
Apetece namorar contigo Lisboa.
O fado é a história
Que namora Lisboa
Nos teus braços eu fico
Musa encantadora.
Apetece namorar contigo em Lisboa
Apetece namorar – contigo Lisboa.


4 comentários:
Olá Lia, bela música...bela canção...Espectacular....
Vou-te deixar um poema do António Manuel Ribeiro....
DE
As palavras à solta por tudo e por nada
Há tanto tempo
Nas cartas amontoadas
O silêncio
Por enviar no envelope ainda aberto
Poucas flores no jardim lá fora
Mas aqui dentro a primavera de palavras cresce e não sossega
Como outrora, Senhora minha, ensejo
Navego nos poemas escritos que vou corrigindo
À Procura de si
Cumprimentos
Fernando,
obrigada - bonito.:0)
Beijinhos
e há lá melhor forma de homenagear Lisboa?
aliás, é também a maneira ideal de a viver e, até, conhecer
em tantos recantos, perdemos-nos e encontramos-nos em encantos, a ponto de nos isolarmos em partilha e namoro, mão na mão, olhos na mesma direcção, passo em sintonia em passeios apertados que Lisboa plantou para nos embalar
e depois, seja onde for, namorar é avivar a chama e dar alimento ao amor
;_)))
Argumentónio,
é isso tudo aí - adoro Lisboa!
Nesse dia, namorei e dei alimento ao Amor.;0))
Grata pelo comentário
Beijinhos*
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